União de Sindicatos do Porto

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O que é a USP?

A União dos Sindicatos do Porto foi constituída a 2 de Maio de 1974 assumindo-se como um pólo dinamizador do Movimento Sindical Nortenho que, durante a sua duração, teve como objectivo apoiar a organização de sectores não sindicalizados, que existiam na altura, como por exemplo os pescadores, a função pública, o sector agrícola do norte e centro e o serviço doméstico. No entanto, é de se referir que já na I República foram fundadas as primeiras Uniões de Sindicatos, mais propriamente em 1912 na cidade do Porto como fruto do desenvolvimento da classe trabalhadora. Denominada como União Operária Nacional (Central Sindical), em 1919 transforma-se na Confederação Geral dos Trabalhadores.

A importância da União dos Sindicatos do Porto da época reflete-se na sua participação organizada das associações de classe existentes nos congressos nacionais realizados. É na cidade do Porto, tendo em conta já a sua dimensão de organização dos trabalhadores existentes, que se realiza em 1912 o III Congresso das Associações de Classe.

Em nome de um sindicalismo liberto, único, unitário e democrático, palavras de ordem após o 25 de Abril, que se realiza a 22/23 de Outubro de 1983 o 1º Congresso da União dos Sindicatos do Porto no Pavilhão - Futebol Clube de Infesta, em S. Mamede de Infesta. Estiveram inscritos no congresso 545 delegados que representaram 65 associações sindicais e os concelhos de Paredes, Penafiel, Lousada, Marco de Canavezes, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Santo Tirso, Amarante, Baião, Felgueiras e Paços de Ferreira.

A União dos Sindicatos do Porto (USP) é a estrutura intermédia da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) no distrito do Porto. Por isso aparecem sempre associadas estas duas siglas: USP/CGTP-IN.

A USP/CGTP-IN tem a responsabilidade da direcção, coordenação e dinamização da actividade sindical no distrito do Porto.

Compete à USP/CGTP-IN e aos seus sindicatos, avaliando os meios existentes, definir formas de concretizar as orientaçãoes para toda a estrutura sindical no distrito.

Num distrito com a importância do Porto, dos mais industrializados do país e com a população activa próxima do milhão de pessoas, exige-se uma acção sindical forte e que dê combate à elevada taxa de desemprego, aos baixos salários e aos ataques mais gerais que a política de direita vem desferindo aos trabalhadores e aos seus direitos.

É responsabilidade da USP/CGTP-IN impulsionar a luta reinvindicativa no distrito e, simultaneamente, coordenar e articular o protesto mais geral dos trabalhadores do distrito.