União de Sindicatos do Porto

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

Não passarão as tentativas de "apagar" a Greve Geral de 24 de Novembro

Nos últimos dias, após a aprovação na generalidade do Orçamento de Estado para 2011 com um conjunto de medidas de sério retrocesso social, assistimos à tentativa de silenciamento da Greve Geral por parte da generalidade dos Órgãos de Comunicação Social, mas também, por aqueles que, sendo culpados ou cúmplices pela política de direita que conduziram o país à grave situação em que se encontra, querem agora evitar a todo o custo que a Greve Geral seja o êxito que vai ser.

No distrito do Porto, as Câmaras Municipais dominadas pelos partidos da política de direita – PS, PSD e CDS – vêm destruindo sistematicamente a propaganda sindical afixada, cartazes, panos e pendões, recorrendo a brigadas especialmente dedicadas a essa tarefa, não respeitando o Direito Constitucional de Liberdade de Expressão.

A USP/CGTP-IN denuncia publicamente algumas Câmaras Municipais, designadamente, Porto e Vila Nova de Gaia, que fazem tábua rasa do Direito Constitucional da Liberdade de Expressão, numa atitude persecutória que lembra o tempo do fascismo, pretendendo assim honrar os compromissos do PSD com o governo PS, para a viabilização do O.E. para 2011 e de todos os PEC’s.

A USP/CGTP-IN denuncia ainda as forças de segurança, designadamente da PSP, que trata os militantes sindicais como se de terroristas se tratasse.

A USP denuncia ainda o comportamento de algumas empresas de segurança privada que vêm agindo como se de forças da ordem se tratasse, perseguindo com as suas viaturas os militantes sindicais, que apenas e só pretendem divulgar a Greve Geral de 24 de Novembro.

Apesar de todos os esforços anti-greve pelos signatários dos acordos nos sucessivos PEC’s (PS, PSD e CDS) e do O.E. para 2011, não será possível calar a voz da indignação, protesto e luta dos trabalhadores e “apagar” a grande Greve Geral que se fará em 24 de Novembro.

Pel’O Dep.Informação da USP/CGTP-IN

Porto, 16/11/2010