União de Sindicatos do Porto

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Conferência de Imprensa A Greve Geral

A pouco dias da Greve Geral de 24 de Novembro, a Direcção da União dos Sindicatos do Porto/CGTP-IN pode afirmar já, que, com toda a certeza, vamos ter no Porto uma grande Greve Geral e, também por isso, a Greve Geral no País será um enorme êxito.

A União dos Sindicatos do Porto lembra que esta luta geral é contra as injustiças e as desigualdades, pelo que se exige a mudança de rumo na politica nacional, para que se crie emprego, que se aumentem os salários, que se melhorem as pensões de reforma, que se reforcem os mecanismos de protecção social e pela defesa e melhoria do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino, da Escola Pública, da Segurança Social e da Justiça.

A Greve Geral é contra a redução dos salários dos trabalhadores e os cortes cegos nas pensões de reforma, no subsídio de desemprego, no abono de família e noutros apoios sociais.

A Greve Geral é contra o desemprego e a precariedade e pelo emprego com direitos para todos os trabalhadores, particularmente os mais jovens! Os dados recentes relativos a Outubro provam que, quer o governo quer o patronato, não encaram este problema de forma séria.

A Greve Geral é contra o bloqueio patronal na negociação colectiva, pelo direito de negociação como instrumento de progresso social e de justiça na divisão da riqueza!

A Greve Geral é contra a revisão da Constituição ou da legislação que ponha em causa os direitos de quem trabalha!

A Greve Geral é pelo investimento e dinamização do sector produtivo e da produção nacional para criar riqueza e emprego, garantir a soberania nacional e reduzir o nosso endividamento externo e os défices!

A Greve Geral é contra as privatizações e pela exigência do combate à fraude e evasão fiscais!

A Greve Geral é contra as injustíssimas medidas que se quer aplicar aos trabalhadores, reformados, jovens, desempregados e outras camadas desfavorecidas do nosso povo, autênticos garrotes que dão cabo das suas vidas, com o pretexto que todos têm de fazer sacrifícios quando, ao mesmo tempo, aumenta o número de milionários em Portugal, aumentam os lucros de grandes empresas, designadamente do sector financeiro, e muitos dos culpados e cúmplices da situação em que o país se encontra, passam incólumes à crise!

Por tudo isto, a Greve Geral no Porto vai ser grande:

  • Nos transportes públicos;
  • Nos serviços públicos, que serão afectados, com encerramentos de escolas, repartições públicas e muitos outros serviços;
  • Nos hospitais e centros de saúde, onde só haverá resposta para as urgências;
  • Com muitos trabalhadores em greve, em todos os sectores de actividade e muitas empresas sem laboração e até encerradas.

 

Para além de todos os sindicatos filiados na CGTP-IN, há um conjunto muito amplo de outros sindicatos que também estão com a Greve Geral:

  • Sindicato dos Pilotos da TAP;
  • Sindicato dos Motoristas (da CP e Metro)
  • Sindicato dos Motoristas (da STCP e outras empresas privadas);
  • Federação Nacional de Médicos;
  • Sindicato das Actividades Financeiras;
  • Sindicato dos Funcionários Judiciais;
  • Sindicato dos Seguros e Afins;
  • Sindicato da Indústria e Comércio Petrolífero;
  • Sindicato dos Médicos Veterinários;
  • Sindicato dos Fisioterapeutas;
  • Sindicato dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária;
  • Sindicato Independente dos Médicos;
  • Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras;
  • Sindicato dos Jornalistas;
  • Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo da CGD;
  • Sindicatos dos Trabalhadores dos Impostos;
  • Sindicatos dos Trabalhadores do Registo e do Notariado;
  • Sindicato dos Fogueiros;
  • Sindicato dos Magistrados do Ministério Público;
  • Sindicato Nacional do Ensino Superior.

 Vamos ter uma grande Greve Geral porque esta já foi aprovada por unanimidade (na maior parte dos casos) em centenas de contactos, reuniões e plenários de trabalhadores de todos os sectores de actividade!

Vamos ter uma grande Greve Geral porque temos razão, porque os trabalhadores têm razão, porque são justas as razões pelas quais a vamos fazer, pelo que não é estranho que um conjunto significativo de personalidades de reconhecido mérito a apoiam, demonstrando aos trabalhadores que não estão sós e que estão solidários com a luta.

São as seguintes as personalidades:

Acácio de Carvalho – Doutor do Ensino Superior e Artista Plástico

Álvaro Guimarães Dias – Juiz Conselheiro Jubilado

Amândio Secca – Engenheiro e Presidente da Direcção da Cooperativa
Árvore

António Graça – Médico

Armando Alves – Artista Plástico

César Príncipe – Jornalista e Escritor

Cruz Santos – Editor

Dantas Ferreira – Advogado

Fausto Neves – Pianista e Doutor do Ensino Superior

Filomena Cabral – Escritora

Francisco Duarte Mangas – Jornalista, Escritor, Presidente da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto

Ilda Figueiredo – Economista e Deputada no PE

José António Gomes – Escritor e Docente do Ensino Superior

José Gonçalves - Jornalista

José Luís Borges Coelho – Maestro

José Rodrigues – Escultor e Dirigente da Cooperativa Árvore

Júlio Cardoso – Encenador

Macedo Varela – Advogado

Mário Cláudio – Escritor

Manuel Loff – Historiador e Docente do Ensino Superior

Norberto Barroca – Encenador

Nuno Hijino – Professor

Óscar Lopes – Professor e Ensaísta

Pedro Carvalho – Economista

Ricardo Marques – Economista

Roberto Machado – Artista Plástico

Vialle Moutinho – Escritor.

 

Porto, 18/11/2010

A Direcção da USP/CGTP-IN