União de Sindicatos do Porto

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Uma Grande Greve Geral no Distrito do Porto!

A Direcção da União dos Sindicatos do Porto saúda todos os trabalhadores do distrito do Porto que, numa demonstração clara de coragem, determinação e confiança, com um forte sentido de solidariedade, pela forte adesão à Greve Geral, deram uma espectacular resposta ao ataque de que têm sido alvo privilegiado deste governo PS, mancomonados com o PSD, o CDS e o grande patronato.

Saúda todos os dirigentes, delegados e activistas sindicais que, empenhadamente, com uma entrega voluntária e desinteressada, junto dos trabalhadores, activos e inactivos, jovens e menos jovens, precários e permanentes, desenvolveram uma intensíssima campanha de esclarecimento, informação e mobilização para a luta, ultrapassando todo o tipo de pressões e dificuldades, contribuindo imenso para o êxito desta Greve Geral.

Saúda também todos os trabalhadores precários, designadamente os mais jovens, que acreditando nas razões da luta, confiando na CGTP-IN e nos Sindicatos, ultrapassando todo o tido de obstáculos colocados pelo poder económico e patronal, participaram na greve, muitos até aos piquetes, dando um passo gigante na sua consciencialização social e politica, na defesa do Portugal de Abril, no Portugal democrático, no Portugal da liberdade e dos direitos.

Saúda ainda todos aqueles que não sendo trabalhadores por conta de outrem e impossibilitados de fazer greve, apoiaram e solidarizaram-se com a luta e os trabalhadores em greve.

Esta Greve Geral no Porto, permitiu a muitos trabalhadores perceber mais facilmente os mecanismos da exploração que os vitima, que lhes destrói o presente e hipoteca o futuro, comprometendo o desenvolvimento, o progresso e a soberania de Portugal!

Nesta Greve Geral que ficará na história da luta dos trabalhadores do nosso distrito e do nosso país, também ficarão gravados os comportamentos de alguns donos deste país, representantes do poder económico que subjuga o poder político, de alguns que se afirmam representantes eleitos pelo nosso povo. Falamos de páginas negras dessa história onde, Rui Rio e a sua maioria da Câmara Municipal do Porto, Filipe Meneses e a Maioria da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia serão conhecidos pela destruição que fizeram da propaganda sindical sobre a Greve Geral. A seu lado, ficarão patrões exploradores que tratam mal os trabalhadores e lhes vedam o direito à indignação e protesto e luta! Também lá estarão alguns elementos das forças de segurança, aqueles que deliram em violar a lei, colocando-se sempre do lado dos opressores e exploradores.

Os dados disponíveis, ainda longe dos resultados finais, indicam claramente que esta foi na verdade uma greve Geral, porque a ela aderiram milhares e milhares de trabalhadores de todos os sectores de actividade, do sector público e sector privado.

Alguns Órgãos de Comunicação Social, talvez embalados pela prosa da Senhora Ministra do Trabalho, insistem muito na ideia de a greve se fez sentir fundamentalmente na Administração Pública! Sem margem para dúvidas que a greve na Administração Pública, Central e Local teve uma forte adesão. Contudo, é certo e seguro que, no fim das contas, quando tudo estiver devidamente apurado, serão mais os trabalhadores do sector privado a fazer greve do que os da Administração Pública! E isto precisamente porque o número de trabalhadores do sector privado é cinco vezes superior ao da Administração Pública. Os dados da Greve Geral servem para demonstrar que a política do PS, PDS e CDS é violentíssima para todos os trabalhadores portugueses!

A greve foi enorme e de todos! E ninguém, mesmo assumindo um papel ridículo, pode camuflar o seu êxito!

Temos dados que, numa pequena abordagem, confirmam tudo o que afirmamos até aqui:

- Função Pública – 85 a 90% de adesões;

- Magistrados do Ministério Público – 90%;

- Funcionários Judiciais – 85 a 100%;

- Caixa Geral de Depósitos – 80% (mais de metade das agências encerradas);

- Seguros Axa – Maia 80%, Porto (sede) 50%, V.N.Gaia 71,1%;

- Metro do Porto – 70% das carreiras suprimidas;

- STCP – 63% das carreiras suprimidas;

- CP – 1034 comboios suprimidos em todo o país (mais de 250 no distrito do Porto);

- Aeroportos – cancelados todos os voos previstos (também no Sá Carneiro);

- Portos – paralisados (também o de Leixões);

- CNB/CAMAC – 96,4%;

- SAKTHI – 95%;

- TEGOPI – 75%;

- INAPAL – 70%;

- CAMO – 93%;

- Contrataria do Porto – 25%;

- Groz Beckert – 60%;

- Efacec Maia – 4%;

- Ferfor – 65%;

- Continente Logística – 45%;

- Jayme da Costa – 27%;

- Fundínio – 80%;

- Socometal – 95%

- Misericórdia Póvoa de Varzim – 60%

- GE Power Controls – 40%;

- Caetano BUS – 60%;

- Auto Estradas de Portugal – 50%

- Grupo Auchan Maia – 20%;

- Grupo Auchan Gaia – 25%;

- IPSS Soutelo – 100%;

- Construções – António Santos – 95%;

- Mármores e Granitos Mourão & Sousa – 95%;

- Móveis Adelaide & Sousa – 90%

- Cantinas – 20 encerradas;

- PT – 6 Áreas/Locais de trabalho – 28 a 54%;

- 122 Escolas encerradas;

- CTT’s – 62%;

- Enfermeiros – entre 64 e 97%.

Como é fácil de ver ainda não foi possível contabilizar dados de outros sectores, designadamente, Têxtil, Vestuário e Calçado, Alimentação e Financeiro.

Uma grande Greve Geral aconteceu no Porto e em Portugal.

Porto, 02/12/2010

A Direcção da USP/CGTP-IN